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domingo, 30 de setembro de 2012

O Crescimento da população idosa no Brasil e no mundo


O crescimento da população de idosos, em números absoletos e relativos, é um fenômeno mundial. Em 1950 eram cerca de 204 milhões de idosos no mundo e, já em 1998, quase cinco décadas depois, este contingente alcançava 579 milhões de idosos por ano. Segundo projeções estatísticas, em 2050, a população idosa será de 1,9 bilhões de pessoas, montante equivalente à população infantil de 0 a 14 anos de idade, ou um quinto da população mundial.
De acordo com projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2025 a população de idosos no Brasil crescerá 16x contra 05x a população total, o que nos dará a colocação de 6º País com maior população idosa.
O índice de envelhecimento aponta para mudanças na estrutura etária da população brasileira. Em 2008, para cada grupo de 100 crianças de 0 a 14 anos existem 24,7 idosos de 65 anos ou mais. Estima-se que em 2050, o quadro muda e para cada 100 crianças de 0 a 14 anos existirão 172,7 idosos.
Em vários países, as populações estão envelhecendo. Estudos mostram que o número de pessoas idosas cresce em ritmo maior do que o número de pessoas que nascem, acarretando em conjunto de situações que modificam a estrutura de gastos dos países em uma série de áreas importantes.
Com os dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio) 2009, é possível traçar um breve perfil socioeconômico deste segmento populacional. AS mulheres são a maioria (55,8%); assim como brancos (55,4%) e 64,1% ocupavam a posição de pessoas de referência no domicilio.
Ainda é grande a desinformação sobre o idoso e sobre as particularidades do envelhecimento em nosso contexto social. O envelhecimento humano, na verdade, quase nunca foi estudado.
As consequências do crescente número de idosos implicam em um aumento das demandas sociais, e passam a representar um grande desafio político, social e econômico.

Poucas escolas no país criaram cursos para auxiliar as pessoas mais velhas. Uma prova disso é que até um tempo atrás, o médico que quisesse especializar-se em Geriatria precisava estudar na Europa.
A Constituição de 1988, no entanto, deixou clara a preocupação e atenção que deve ser dispensada ao assunto, quando colocou em seu texto a questão do idoso. Foi o pontapé inicial para a definição da Política Nacional do Idoso, que traçou os direitos desse público e as linhas de ação setorial.
Depois da criação dessa Política, através da Lei 8.842, em 04 de janeiro de 1994, é que as instituições de ensino superior passaram a se adaptar, a fim de atender a determinação da Lei, que prevê a existência de cursos de Geriatria e Gerontologia e a Associação Nacional da Gerontologia.
Brasília foi à primeira localidade a criar uma Subsecretária para assuntos do idoso, além de instruir o Estatuto do Idoso, regido por princípios que registram o direito das pessoas mais velhas a uma ocupação e trabalho, como ainda acesso à cultura, à justiça, à saúde e à sexualidade, além, é claro, de poder participar da família e da comunidade.