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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Anna Nery - Patrona da Enfermagem Brasileira

Anna Justina Ferreira é baiana, nascida na vila de Cachoeira do Paraguaçu em 13 de dezembro de 1814 (Séc. XIX). Em 1837, Anna Nery presencia o conflito da revolta da Sabinada (movimento de classes sociais, mais precisamente de militares e da classe média, por melhores salários e reivindicações de seus interesses, tomou força e caracterizou como um movimento separatista). Anna Nery pertencia a uma família da alta burguesia, casou-se aos 23 anos com o oficial da marinha, Isidoro Antônio Nery; Com ele, Anna Nery teve três filhos ( Isidoro Antônio, Pedro Antônio e Justiniano); Ficou viúva aos 29 anos, pois o marido morre por meningite, no Maranhão. Em 1864 eclode a Guerra do Paraguai (motivada por conquista de terras contra a Tríplice Aliança – Brasil, Argentina e Uruguai).
Dois dos três filhos de Anna Nery são recrutados e o terceiro participa de livre vontade, além deles, dois irmãos dela, Manuel Jerônimo Ferreira e Joaquim Maurício Ferreira, ambos oficiais do exército, também são convocados. Por conta da dor de Mãe, que sofre com as incertezas de uma Guerra, por não poder estar junto dos seus filhos e por vontade de ajudar as pessoas que sofrem lá, Anna Nery escreve uma carta, em 08 de agosto de 1865, ao então presidente da província, Manuel Pinho de Sousa Dantas, solicitando a sua ida à Guerra para ajudar os feridos e então atuar como cuidadora em quanto durasse a Guerra. O trajeto para o Paraguai foi muito longo, mais de 2.600 km, passando pelo Rio de janeiro e Rio Grande do Sul. Ao chegar no Rio Grande do Sul, como não tinha nenhum conhecimento para ser cuidadora, ela recebe um curso de 30 dias com as Vicentinas, de esterilização e Cauderização, atuando com um conhecimento empírico. Anna Nery já chega à guerra com, aproximadamente, 50 anos, uma idade já avançada pra época, já que a expectativa era de 50 anos. Anna Nery, quando chega ao Paraguai, encontra uma realidade de 80% das mortes causada por outras doenças através de infecções, e não pela guerra em si. Começou seu trabalho no hospital de Corrientes, onde havia, nessa época, cerca de seis mil soldados internados e algumas poucas freiras vicentinas. Mais tarde, assistiu os feridos em Salto, Humaitá, Curupaiti e Assunção. Na Guerra ela perde um dos filhos, o Justiniano. Quando ela descobre a morte, através da lista de mortos na guerra em um jornal, ela vai arás do corpo de seu filho. Ela o encontra em meio a um amontoado de cadáveres, e repousa a cabeça do falecido filho em sou colo e se põe a chorar. No momento em que libera seu sentimento de mãe, um soldado ferido lhe pede ajuda e ela, profissional, coloca seus sentimentos de lado e vai ajudar quem ainda pode ser salvo. Com o fim da guerra e de volta ao Brasil, Anna Nery recebe de D. Pedro II uma pensão vitalícia por ter trazido sei crianças órfão da Guerra para ficar aos seus cuidados (até hoje ninguém sabe o paradeiro dessas crianças). Como homenagem, ela recebe medalhas de prata humanitária e a medalha da Campanha do Paraguai, uma tela com sua imagem pintada por Vitor Meirelles, o selo dos correios em 12 de maio de 1967 e uma coroa de Louros dourados das senhoras baianas. Anna Nery faleceu em 20 de maio de 1880, no Rio de Janeiras, com causas ainda não identificadas. Seu ato de heroísmo, coragem e amor ao próximo devem sempre ser lembrados. Assistam a este filme, vale muito a pena: Comentem, sigam e aproveitem!!!